Política

Qual o impacto para o setor industrial com o fim da escala 6x1?

08/06/2026

De acordo com a CNI, medida é "inadequada e inoportuna", com projeção de impacto de R$ 88 bilhões nos custos do setor industrial

O impacto financeiro projetado para o setor industrial com o fim da escala 6x1 é significativo, envolvendo bilhões de reais em custos operacionais e riscos macroeconômicos. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a medida é considerada "inadequada e inoportuna", com uma projeção de impacto de R$ 88 bilhões nos custos do setor industrial (Portal da Indústria). Além disso, a entidade alerta para um risco de queda de 1,9% no Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Outras projeções e detalhes técnicos apresentados pelas fontes incluem: • Aumento de Preços: O presidente da CNI, Ricardo Alban, estima que a mudança pode representar um aumento médio de preços entre 6% e 8% no setor industrial devido ao repasse de custos (InfoMoney). • Custos de Mão de Obra: Estimativas da CNI apontam que, para manter o nível de produção atual, os custos trabalhistas (envolvendo horas extras e novas contratações) poderiam subir até 7% (Jovem Pan). • Projeções da FIEMG: A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais apresenta números ainda mais alarmantes, projetando que a proposta poderia impactar o PIB em até 16% e levar à perda de cerca de 18 milhões de empregos no país (O Tempo). • Construção Civil: A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) estima que os custos com mão de obra no setor subirão até 15%, gerando a necessidade de contratar aproximadamente 288 mil novos trabalhadores para compensar a redução da jornada (Folha de S.Paulo). • Desindustrialização: Representantes do setor alertam que a medida pode acelerar o processo de desindustrialização do Brasil, prejudicando a competitividade internacional de empresas que já enfrentam dificuldades (CNN Brasil). • Produtividade: As entidades industriais defendem que qualquer melhoria no bem-estar do trabalhador deve ocorrer de forma sustentável, vinculada ao aumento da produtividade, que tem se mantido estagnada nas últimas décadas (Veja). Além disso, sustentam que a rigidez da proposta desconsidera as diversidades e necessidades operacionais de cada segmento econômico.